Viver de Freela

Trabalhar como freelancer parece maravilhoso, e é, mas tem algumas observações que devemos considerar.

Horários – Não é porque você está por conta que você vai trabalhar a hora que quiser. Há que se ter um planejamento sobre os horários de produção. O maior erro de um freelancer é subestimar o trabalho, sempre barrigando e deixando para a última hora.

Compromisso – Seguindo o conceito do horário, não assuma tarefas que você não sabe executar e acha que vai conseguir. Achar que aprender a utilizar um programa em uma semana para produzir o trabalho vai salvar a sua vida é uma grande ilusão – isso vai queimar você no mercado.

Profissionalismo – O freela de sucesso é o cara que domina, detona, sabe muito de um determinado segmento do design. O profissional também cumpre horários de reuniões, prazos de entrega e, deve aceitar as modificações solicitadas pelo cliente (até certo ponto). Não podemos fazer um cliente engolir o nosso trabalho porque achamos que a nossa produção é o suprassumo do sumo. Cliente também tem direito a opinião, afinal, ele está nos contratando. Por isso que sou a favor do rough e sempre apresento 3 propostas para o cliente.

Acompanhamento – Enviamos a arte e pronto! Não é nada disso! O bom profissional solicita provas, se possível acompanha a produção final do trabalho – é o seu nome que está em jogo. Não adianta criatividade e competência na produção, se a peça final vai ficar um lixo. Isso vale para a área gráfica, web, vídeo, enfim, todas as áreas da comunicação visual.

Saber cobrar – É a parte mais complicada. Na internet você encontrará várias receitas e dicas de como cobrar um trabalho. A única dica que eu posso te dar é: Não trabalhe por moedas. Valorize o seu trabalho. O ato de produzir um folheto, não expõe que você estudou, tem criatividade, investiu tempo, investiu dinheiro em computador, software, paga luz, telefone, banda larga, etc. Não fique feliz com o dinheirinho salvador. Não será todo o mês que vai aparecer um freela e, cobrando barato, você irá se sobrecarregar e não conseguirá cumprir compromissos assumidos anteriormente.

Observação – Noto que um cara empregado, que ganha, por exemplo, 2.500,00 reais por mês, fica fascinado em cobrar, por exemplo, 1.000,00 reais num freela – afinal é praticamente metade do seu salário liquido. Será que vale 1.000,00 reais? Será que não vale mais? Será que não vale menos? Não fique encantado com freelas de oportunidade.

De a cara a tapa – É legal e faz parte do crescimento mostrar seu trabalho para outros colegas, pedir opinião, compartilhar o processo criativo. Ninguém vai roubar isso de você, pelo contrário, opiniões construtivas são sempre bem vindas e, nesse momento, sempre surgem dicas legais. Quanto aos invejosos, saiba identifica-los, mas eles também fazem parte desse mundo.

Seja empresa – Freelinhas são entregues sem nota fiscal, afinal foi para um amigo, o amigo do meu pai, o vizinho da irmã da sua prima e, a chance de você não receber o trabalho é imensa. Abrir uma micro empresa é barato e te dá muitos benefícios, principalmente o do crescimento. Segundo o BNDES, uma micro empresa pode faturar até R$.2.400.000,00 – isso mesmo – e a partir do momento que você quer crescer, você pode pedir financiamento ao BNDES a juros baixíssimos e prazos a perder de vista. Além disso, emitir nota fiscal permite que você proteste o cliente – se você vai receber ou não, é outra história. Ser empresa significa que você precisará de um contador e, é esse cara que vai te ajudar com as burocracias tributárias do seu negócio.

Bem, poderia escrever mais um milhão de dicas, mas para começar acho que é suficiente para você se conscientizar que a palavra freela não significa apenas liberdade.

Abraços!

Engelmann

Sabia tudo sobre como cobrar:http://www.ifd.com.br/blog/carreira/quanto_cobrar/